
Cabelo mais ralo e fino? Fios caídos pela casa e no ralo da banheiro? Só de imaginar já ficamos tensas, né!?
A queda de cabelos é um problema que atinge não só aos homens, mas também as mulheres, e de diferentes idades.
Esse problema está ligado a diversos fatores. Existem deficiências de cabelos congênitas e adquiridas. As congênitas acontecem ao nascimento e devido a más formações ou alterações genéticas.
Nos homens, a herança genética se manifesta na forma de “entradas” na parte frontal da cabeça, e nas mulheres os fios ficam ralos por toda a extensão.
As quedas adquiridas mais comuns são a Calvice (Alopecia Androgenética), onde os cabelos caem em áreas típicas, de uma maneira mais uniforme, e as Quedas Difusas (os eflúvios), são onde o cabelo cai de forma irregular e em várias áreas.
Os fios de cabelo tem um ciclo, com fase de crescimento (fase anágena), fase de repouso (catágena) e fase de queda (telógena). Fatores externos e/ou internos agem na fase de crescimento, encurtando ou interrompendo bruscamente, provocando um aumento do percentual de fios em queda.
Aproximadamente 90% dos fios do couro cabeludo encontram-se em fase de crescimento, sendo que esta fase tem duração de cerca de dois a seis anos. O restante, 10%, encontra-se em fase de repouso, cuja duração aproximada é de dois a três meses. O cabelo cai ao atingir o fim desta fase.
Normalmente perdemos de 50 a 100 fios de cabelo por dia (surreal, né!?), sendo substituídos por outros que nascem no mesmo folículo, dando início a um novo ciclo. Esse tipo de queda natural do cabelo geralmente na mudança de estação, na primavera e, principalmente, no outono, quando a taxa de metabolismo do corpo está mais alta.
Mas se você tem observado uma queda maior do que essa ou mais do que o de costume, a primeira dica é consultar um dermatologista, porque é ele quem vai diagnosticar o problema, as possíveis causas e dizer quais devem ser os cuidados adotados.
O Dermatologista faz um primeiro diagnóstico clinico, mas exames laboratoriais, como dos hormônios DHEA, testosterona livre e total e tireóide, são muito importantes para poder identificar deficiências e possíveis alterações.
Como as células da matriz formadora de pêlos tem uma reprodução bastante acelerada, são extremamente sensíveis e várias são as causas daquele aumento de fios caindo.
Algumas possíveis Causas:
Pós-parto: a mulher grávida perde menos fios do que perderia normalmente, mas ao final da gravidez muitos fios entram na fase de repouso do ciclo e caem. Isso ocorre normalmente 2 a 3 meses após o parto, podendo durar de 1 a 6 meses, retornando ao ciclo normal na maioria dos casos.
Pilulas: algumas mulheres podem ter uma perda dos cabelos com o uso das pílulas anticoncepcionais, e caso isso ocorra, devem procurar o seu ginecologista. A interrupção do uso das pílulas também pode desencadear a queda dos cabelos 2 a 3 meses após o término do uso.
Anemia: a deficiência de ferro pode ocorrer por uma diminuição da ingestão ou absorção do ferro ou por uma perda crônica através do sangue, como por exemplo em mulheres com o período menstrual muito longo ou com grande volume. Essa deficiência pode ser detectada através de exames de sangue e corrigida com o uso de medicações para repor o ferro.
Dieta: dietas não balanceadas podem levar uma ingestão inadequada da quantidade de proteínas, aí o cabelo entra na fase de repouso, acarretando em uma perda grande dos fios. Isso pode ser prevenido e tratado através de uma dieta balanceada, com as quantidades adequadas de proteína.
Distúrbios da tireóide: a diminuição ou o aumento da produção dos hormônios da tireóide, denominados de hipotireoidismo e hipertireoidismo, respectivamente, podem causar a queda dos cabelos. Essas alterações podem ser diagnosticas pela medida dos hormônios no sangue.
Estresse: algumas situações, como grandes cirurgias e doenças crônicas, resultam em estresse para o organismo podendo levar à queda dos cabelos. O estresse psíquico também pode aumentar a perda dos cabelos. Caso essas condições sejam passageiras, como no caso das cirurgias, a queda se reverte espontaneamente.
Excesso de química: em especial as descolorações sucessivas, pode deixar o cabelo fino, seco, áspero e com pontas duplas. Fica quebradiço e tende a cair.
Após feito o diagnóstico, o dermatologista iniciará os medicamentos tópicos ou sistêmicos, e, dependendo do caso, até ambos.
Tratamentos:
Um dos possíveis tratamentos para esse tipo de problema é a Carboxiterapia no couro cabeludo. Segundo a dermatologista, a Dra. Renata Domingues, esse tratamento está trazendo excelentes resultados. Também tem a mesoterapia capilar, com aplicações de injeções à base de vitaminas, e os lasers de baixa intensidade e o infravermelho, que evitam a morte celular da matriz produtora do fio.
No caso do pós-parto, dietas ou problema emocional o tratamento pode ser feito através da reposição de ferro e nutrientes, ingestão de pílulas à base de vitaminas e outras substâncias.
Lembrando que certos alimentos, ricos em substâncias que fortalecem e formam o fio, não podem faltar em nosso cardápio, como carnes (aminoácidos lisina, cisteína e prolina), vegetais alaranjados, como cenoura, folhas de cor verde-escura (betacaroteno), grãos, nozes, legumes e cereais integrais (vitaminas do complexo B).
Então amigas e amigos, se vocês acham que o seu cabelo está caindo mais do que o normal, não percam tempo, procurem uma ajuda profissional. Prevenir é o melhor remédio!
Contatos:
Dra. Renata Domingues
Tel.: (21) 2483-1842
Av. Evandro Lins e Silva, 840 / 1718 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro/RJ
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Beijinhos
